domingo, 12 de dezembro de 2010

Luciano Perrone

Luciano Perrone - Samba vocalizado (Batucada Fantástica)



Luciano Perrone
Luciano Perrone
Um dos expoentes da percussão no Brasil, com um estilo de tocar inconfundível, Luciano Perrone é considerado por muitos o pai da bateria brasileira. Uma frase dele define bem o que deveria ser o pensamento de todo músico no Brasil.
por Oscar Bolão

“Eu nunca me preocupei em imitar o Gene Krupa porque o que me interessava era o batuque do samba”.
Luciano Perrone

Gene Krupa (Chicago, Illinois, 15 de Janeiro de 1909 — Yonkers, Nova Iorque, 16 de Outubro de 1973) foi um influente baterista de jazz e compositor estadunidense, famoso por seu estilo enérgico e extravagante. Foi professor de Peter Criss, ex-baterista do KISS.

Gene Krupa having A good time

Gene Krupa em um passeio vai de encontro aos músicos da Big Band e improvisa de corpo e alma, sua expressão na Bateria. Luciano Cuíca Play

Luciano Perrone – Baterista / Ritmista / Percussionista
Rio de Janeiro, RJ.
                                  08/01/1908  -  13/02/2001

Luciano Perrone
Um dos mais importantes bateristas brasileiros do século XX começou sua vivência musical como cantor lírico, aos cinco anos. Filho do maestro Luís Perrone e da pianista Noêmia Perrone, aos nove anos experimentou um momento de glória, ao ser o único menino a contracenar com o famoso tenor italiano Enrico Caruso quando este veio ao Brasil, em 1917.

No ano seguinte abandonou os estudos de bel canto por causa da morte do pai, vítima da epidemia de gripe espanhola no Rio de Janeiro. Em 1922 trabalhou na dublagem do filme "O Garoto", de Charlie Chaplin, interpretando Jackie Coogan ao vivo nas sessões do Cine Odeon. Nesta mesma ocasião substituiu o baterista da orquestra do cinema, produzindo efeitos sonoros, e passou a atuar como percussionista e baterista.

Perrone, atuou em diversas orquestras, tocando em shows, cinemas, cassinos e gravações. Notabilizou-se em 1927, quando inovou na batida de samba, em gravações da Odeon com a orquestra de Simon Bountman. A partir de então, construiu uma sólida carreira como baterista. Tocou com grandes nomes do rádio e na década de 30 conheceu Radamés Gnatalli, com quem estabeleceu sólida relação por mais de 50 anos, refletida até mesmo em músicas compostas em parceria, como "Ritmo de Samba na Cidade".

Batucada Fantástica Luciano Perrone (1963) Alpha Records

Em 1963 lançou o disco "Batucada Fantástica" acompanhado pelo conjunto Ritmistas Brasileiros, com exemplos Percussivos de diversos ritmos brasileiros, como Maracatu, Baião, Maxixe, Afoxé e, claro, Samba. Tocou nas rádios Nacional e MEC e foi timpanista da Orquestra Sinfônica Nacional, além de integrante da Orquestra Radamés Gnattali e do Sexteto Radamés Gnattali. Aposentou-se em 1968, mas ainda em 72 gravou "Batucada Fantástica Vol. 3".

Luciano Perrone - passou a vida batucando. Com muita classe. Perrone foi um dos personagens decisivos para o desenvolvimento do que hoje é conhecido como "Bateria de Samba". Ainda que tenham tomado caminhos diversos, outros ilustres das baquetas como Edison Machado, Wilson das Neves, Pascoal Meirelles e Robertinho Silva devem bastante à escola por ele desenvolvida. Outros, como Oscar Bolão (a quem o baterista doou seus instrumentos há alguns anos), são declaradamente seguidores do seu estilo.

Sinfônico e Popular
Foi um dos primeiros bateristas de música popular a estudar teoria musical e tocava tanto em Bailes quanto Orquestras Sinfônicas. Personagem fundamental para isso foi Radamés Gnattali, que ele conheceu em 1929, durante sua lua-de-mel em Lambari (MG). Diz a história que tocaram juntos o Fox Gato no Telhado e, admiração mútua à primeira vista, nunca mais se separaram. Radamés chegou a dar-lhe aulas de piano, e Perrone funcionou como uma espécie de Celeiro de Ritmos para os inventivos arranjos de Radamés, inclusive a famosa orquestração para Aquarela do Brasil (Ary Barroso), que se destaca por seu quebrado e irresistível acento rítmico sincopado, desde a introdução.

Luciano Perrone
A grande sacada de Perrone, desenvolvida com maestria por Radamés, foi utilizar instrumentos tradicionais da orquestra, principalmente de cordas e sopros, para realizar funções rítmicas, breques, quebradas e acentos, em detrimento do caráter melódico. Prefixos célebres da época do rádio, como a abertura do Repórter Esso, o prefixo da Rádio Nacional (o vibrafone de Luar do Sertão), ou ainda o Samba Vocalizado usado pelo Cinejornal Canal 100, também são obra de Perrone.

A parceria e amizade com Radamés - que também chegou ao campo da composição, com Ritmo de Samba na Cidade - durou até a morte do maestro, em 1988. Perrone integrou sua orquestra e o famoso Sexteto Radamés Gnattali, que excursionou pelo Brasil e exterior, além de ter tocado por 25 anos na Rádio Nacional. Depois, tocou na Rádio MEC e na Orquestra Sinfônica Nacional, onde era timpanista.

Seu disco Batucada Fantástica é uma verdadeira aula de ritmos. Exclusivamente Percussivo, contendo 22 faixas curtas (com um minuto de duração, em média), é o contraponto perfeito para a maneira de certa forma discreta de Perrone acompanhar: fazendo o básico com rigor e criatividade, sem invencionices e sem querer aparecer, consciente da importância de uma base sólida de sustentação rítmica para a Música Brasileira.

Em seus últimos anos de vida Perrone não tocava mais, mas nunca deixou de ficar atento às evoluções - e involuções - da percussão brasileira. Nos anos 70, foi jurado do desfile das escolas de samba, julgando o quesito bateria. Mas em suas últimas entrevistas declarou que atualmente o que toca no carnaval é marcha, e não mais samba.

Radio Nacional
Radio Nacional e as Orquestras
No dia 12 de setembro de 1936 participou do programa inaugural da Rádio Nacional e passou a integrar as diversas Orquestras e Conjuntos da emissora. Texto publicado na revista Carioca, em outubro desse mesmo ano, diz ter sido Perrone “o primeiro a oferecer ao público um concerto de Bateria, o que aconteceu na Rádio Cajuti, e ter sido o primeiro a gravar este instrumento em discos”. E conclui: “Sonha ele com uma orquestra bem organizada e bem ensaiada, que possa levar ao mundo, em interpretações perfeitas, a magnitude da nossa melodia e a riqueza incomparável dos nossos ritmos...”.

Em 1939 participou da histórica gravação de "Aquarela do Brasil”, na voz de Francisco Alves e arranjo de Radamés Gnattali. A essa altura, Luciano Perrone se tornara o dono da bateria no Brasil. Uma legenda de fotografia publicada em uma revista da época diz: “Luciano Perrone é, sem favor, o mais
completo "bateria" do nosso broadcasting. Homem dos sete instrumentos, dispondo de uma agilidade extraordinária, as suas atuações constituem um verdadeiro espetáculo.

Artigo escrito com elementos retirados da biografia de Perrone, ainda inédita, assinada por Ary Vasconcellos.

http://www.samba-choro.com.br/artistas/lucianoperrone

Radamés Gnattali
Em 1960, fez excursão pela Europa com o Sexteto de Radamés Gnattali, o Sexteto Continental, em um programa Cultural financiado pelo MEC e instituído pela Lei Humberto Teixeira, a fim de divulgar a música brasileira no exterior. Em Portugal, apresentou-se com a Orquestra Sinfônica de Lisboa, tocando obras eruditas de Radamés. Participou, ainda, dos concertos-conferência de Joraci Camargo no Teatro São Luís e na TV Portuguesa. Exibiu-se em vários outros países europeus: na França, participou do programa televisivo parisiense "Grand gala", apresentou-se na Unesco e na Cidade Universitária da Sorbonne; na Inglaterra, exibiu-se na Universidade de Oxford, no Teatro Alhambra, no Royal College of Art e no Wilgmore; na Itália, apresentou-se no Palácio Antici e na Rádio Televisão Italiana. Foi músico integrante da Orquestra Sinfônica Nacional, atuando como timpanista. Atuou também na Orquestra da Rádio MEC, onde trabalhou de 1961 a 1968. Trabalhou, ainda, na TV Excelsior, desde 1963. Recebeu, em 1967, o grande prêmio internacional do disco, instituído pela Academia Charles Cros, de Paris, pela gravação dos ritmos brasileiros em seu LP "Batucada fantástica". Em 1972, ano da comemoração de seus 50 anos de vida artística, gravou "Batucada fantástica", volume III.

Discografia
(1972) Batucada fantástica, volume III • Musidisc • LP
(1967) Batucada fantástica • Musidisc • LP
(1956) Faceira/Bate papo a três vozes • Continental • 78
(1955) A voz do morro/Sorriu pra mim • Continental • 78
(1932) Pedaço por ti • Columbia • 78
(1932) Meu sabiá/Um beijo só • Columbia • 78
(1932) Alvorada/O vendedor de pipoca • Columbia • 78

A Radio Nacional / A história da Rádio Nacional

Radio Nacional - Anos 40 e 50
Emissora de Rádio criada no Rio de Janeiro em 1936 a partir da compra da Rádio Philips, por 50 contos de réis. Seu primeiro prefixo, "Luar do sertão", de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense, era tocado em vibrafone por Luciano Perrone e em seguida um locutor anunciava o prefixo da emissora: PRE-8. Nesse ano mesmo, começou a apresentar pequenas cenas de rádio-teatro intercalados com números musicais.

Foi nos anos 1940 e 1950 a principal emissora do país e verdadeiro símbolo da chamada "Era do Rádio". Em 1937, foi inaugurado o "Teatro em Casa" para a irradiação de peças completas, semanalmente. Sua programação ao vivo passou depois a ser retransmitida para todo o país, o que a tornou uma pioneira na integração cultural do país.

Seus programas de auditório, radionovelas, programas humorísticos e musicais marcaram a História do Rádio no Brasil. Foi líder de audiência praticamente desde a fundação até que o aparecimento da TV ditasse novos rumos para a comunicação no país.

Luciano Perrone na Bateria / Radio Nacional
Seus programas eram transmitidos diretamente dos muitos estúdios específicos, inclusive do auditório da Rádio, todos localizados nos três últimos andares do edifício "A Noite", Praça Mauá, 7, Rio de Janeiro.

Se seus programas de humor, suas radionovelas, seus programas noticiários e os esportivos viraram modelo para muitas outras Rádios do país, foi fundamental também para o desenvolvimento da música popular brasileira. Os primeiro nomes de cantores a formar seu casting foram Sonia Carvalho, Elisinha Coelho, Silvinha Melo, Orlando Silva, Nuno Roland, Aracy de Almeida e Marília Batista.

Entre vários programas na emissora, havia surgido no mesmo período mais um "Instantâneos Sonoros Brasileiros", produzido por José Mauro com direção musical de Radamés Gnattali, regente da orquestra.

Radamés Gnattali
No ano seguinte, passou a ser apresentado o noticioso "Repórter Esso", marco do jornalismo radiofônico e que passaria a ter como apresentador três anos depois o locutor Heron Domingues. O prefixo do "Repórter Esso" foi escrito pelo maestro Carioca e executado por Luciano Perrone na bateria, Carioca no trombone e Francisco Sergio e Marino Pissiani nos pistons.

A Rádio Nacional foi a primeira emissora do Brasil a organizar uma redação própria para noticiários, com a rotina de um grande jornal diário impresso. A emissora da Praça Mauá possuía construiu uma divisão de rádio-jornalismo com mais de uma dezena de redatores, secretários de redação, rádio- repórteres, informantes e outros auxiliares, além de uma sessão de divulgação e uma sessão de esportes completa, e um boletim de notícias em idioma estrangeiro, que cobria todo o continente.

Luciano Perrone na Bateria / Orquestra Radamés Gnattali
A Orquestra Brasileira de Radamés Gnatalli era formada pela mescla de grandes músicos como Luciano Perrone na bateria, vibrafone e tímpano, Chiquinho no Acordeão, Vidal no contrabaixo, Garoto e Bola Sete nos violões, José Meneses no cavaquinho, além dos músicos da velha guarda do samba carioca como João da Baiana no pandeiro, Bide no ganzá e Heitor dos Prazeres tocando prato e faca e caixeta.Também para atuar no programa foram criados os Trios Melodia e As Três Marias.

Nesse ano, estreou com grande sucesso o programa "Trem da alegria", apresentado pelo Trio de Osso, formado por Heber de Bóscoli, Yara Sales e Lamartine Babo. Entre as muitas inovações surgidas na Rádio Nacional e que influíram no próprio desenvolvimento da música popular brasileira estão os arranjos para pequenos conjuntos, trios e quartetos de Radamés Gnattali e os acompanhamentos rítmicos do baterista Luciano Perrone que causaram uma pequena revolução no samba orquestrado feito até então.

Foi Luciano Perrone quem sugeriu a Radamés Gnatalli a utilização dos metais, até então com funções exclusivamente melódicas, como mais um elemento de função rítmica na interpretação dos sambas gravados.

Repórter ESSO
O declínio da Rádio, que se iniciara com a inauguração da televisão acentuou-se de forma definitiva com o Golpe militar de 1964 que afastou 67 profissionais e colocou sob investigação mais 81.

Em 1972, os arquivos sonoros e partituras utilizadas em programas da Rádio foram doados ao Museu da Imagem e do Som, MIS. Durante as décadas de 1980 e 1990 o declínio da Rádio se acentuou devido à falta de investimentos e à concorrência cada vez maior da televisão e também das Rádios FM.
A emissora foi perdendo audiência e deixando de disputar os primeiros lugares na preferência do público.

Quinteto Radamés Gnattali
Luciano Perrone - Bateria
Em agosto de 1941, depois de uma temporada bem-sucedida na Argentina, a revista Fon-Fon publica uma foto de Luciano revelando que “o notável baterista da Rádio Nacional conseguiu invulgar sucesso em Buenos Aires, onde o cognominaram o ritmo em pessoa. É nesse mesmo ano de 1941 que o maestro Carioca (Ivan Paulo da Silva) escreve o célebre prefixo do “Repórter Esso” tendo como introdução um longo rulo de caixa executado por Perrone.

Quarteto Continental
Em 1949 é formado, na gravadora Continental, o Quarteto
Continental, integrado por Radamés Gnattali (piano e arranjos), José Menezes (guitarra), Vidal (contrabaixo) e Luciano Perrone (bateria). Mais tarde este grupo transforma-se em quinteto com a entrada de Chiquinho do Acordeon.

Discografia
(1949) Tico-tico no fubá/Fim de tarde • Continental • 78
(1949) Sempre esperei por você/Remexendo • Continental • 78

Homenagem
Luciano Perrone
No início dos anos 50 o programa “Cinemúsica”, apresentado por Paulo Santos na Rádio Ministério da Educação, e a revista de música Sintonia conferem por três vezes consecutivas o título de “Melhor Baterista” a Luciano Perrone. A 23 de junho de 1958, Luciano Perrone é homenageado no programa “Noite de Gala”, de Flávio Cavalcanti, na TV Rio, quando foi apresentado, em primeira audição, o Samba com Luciano, de Luis Bandeira, escrito especialmente para o programa. Este samba seria gravado depois em discos Continental, e nele Perrone faz breques sensacionais na bateria.

Sexteto Radamés Gnattali com Aída Gnattali e Edu da Gaita

Em 1960, com Radamés e Aída Gnattali, Edu da Gaita, Chiquinho do Acordeon, José Menezes, Vidal e Luis Bandeira, integrou a “3ª Caravana Oficial da Música Popular Brasileira” que excursionou pela Europa, apresentando-se em Portugal, França, Inglaterra e Itália. Nessa excursão, segundo Ary Vasconcellos, “o baterista brasileiro recebe as melhores referências da imprensa e da crítica do Velho Mundo, às quais a vibração das platéias diante dos nossos ritmos parece se ter comunicado”. Em 1961, quando completou 25 anos de atuação na Rádio Nacional do Rio de Janeiro, transferiu-se para a Rádio Ministério da Educação e Cultura, inaugurando a Orquestra Sinfônica Nacional.

Luciano Perrone
Em 1963 é lançado pela Musidisc o LP “Batucada Fantástica”, álbum que, editado na França três anos depois, foi contemplado com o “Grande Prêmio Internacional do Disco”, concedido pela Academia Charles Cros, de Paris.




Em 1972, ano em que comemorou 50 anos de atuação profissional, grava
novo LP “Batucada Fantástica, Volume 3”. Em 1975 é convocado por Radamés Gnattali para integrar o Sexteto deste, que grava, na Odeon, um histórico LP da série “Depoimento”. Luciano continuou atuando com alguma freqüência até 1994, quando foi homenageado, em outubro, pelos seus 72 anos de atividade, resolvendo, então, aposentar as baquetas.

Luciano Perrone e Seus Ritmistas Brasileiros - Choro Brasileiro


(Texto baseado na biografia de Luciano Perrone, ainda não publicada, escrita por Ary Vasconcelos)

http://clube-ccac.ning.com/profiles/blogs/luciano-perrone-100-anos

Novo Quinteto - influência de Radamés Gnattali
“Entre 1955 e 1985, Radamés Gnattali trabalhou com uma formação instrumental de timbre marcante: piano, contrabaixo, bateria, acordeon e guitarra elétrica.”

Surge em 2006 o Novo Quinteto, formado por músicos que há anos estudam a forma como Radamés modernizou o choro.

O grupo, que executa no CD os arranjos originais de Radamés, conta com Maria Tereza Madeira ao piano, Omar Cavalheiro no contrabaixo, Oscar Bolão na bateria, Marcos Nimrichter no acordeon e Henrique Cazes na guitarra e na produção.

http://blogln.ning.com/profiles/blogs/radames-gnattali-novo-quinteto

Fonte: Memória do Rádio.com/Web/Pesquisa Luciano Cuica Play/Azevedo, M. A . de (Nirez) et al. Discografia brasileira em 78 rpm. Rio de Janeiro: Funarte, 1982.
Epaminondas, Antônio. Brasil brasileirinho. Rio de Janeiro: Instituto Nacional do Livro, 1982.Marcondes, Marcos Antônio. (ED). Enciclopédia da Música popular brasileira: erudita, folclórica e popular. 2. ed. São Paulo: Art Editora/Publifolha, 1999.Vasconcelos, Ari. Panorama da música popular brasileira - volume 2. Rio de Janeiro: Martins, 1965/Dicionário Cravo Albin

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